A Ilha do Mel tornou-se estação ecológica em 1982. Na ECO 92, a Conferência sobre o Meio Ambiente realizada no Rio de janeiro, a Ilha do mel foi elevada à condição de Reserva da Biosfera, o que garantio a sobrevivência de muitas espécies marinhas, além dos 95% do total de sua área de 2,5 hectares, composto por mata atlântica e ecossistema de restinga.

Todo o trajeto da ilha é feito a pé ou em voadeira (pequenos barcos de motor) os carros ficam no continente. A travessia é feita de barco, e existe dois pontos que dão acesso à Ilha. O mais fácil é o partindo de Pontal do Sul, o percurso é de 2,5 milhas, que leva de 25 a 30 minutos. A outra opção é por Paranaguá. São 15 milhas percorridas numa viagem que dura em torno de 1 hora e meia. Esse percurso passa pelo canal da Ilha dos Valadares, pelo mangue e pelo canal da Galheta, usado pelos navios como acesso ao porto de Paranaguá.

Existem dois trapiches na Ilha, um na praia de Brasília e outra em Encantadas. Em Brasília, o atrativo turístico é o farol das Conchas, construído em 1872 e que até hoje orienta os navegadores na entrada da baía de Paranaguá. É preciso disposição para subir a escadaria e chegar até o mirante do farol, de onde se tem uma bela vista panorâmica.

A Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, construída entre 1767 e 1769, no norte da ilha, pois era considerado um ponto estratégico para a defesa do Porto D. Pedro II. Foi cenário de batalhas sangrentas. Um exemplo foi quando o vapor de guerra inglês "Cormorant" cercou e aprisionou três naus nacionais, os canhões da fortaleza cuspiram fogo voltados para o canal de entrada do porto.

Hoje os canhões estão desativados, e do forte sobraram as ruínas, tombadas e preservadas pelo Patrimônio histórico. Lá poderá ser visitado um mirante com vista das ilhas de Superagüi e das Peças. A praia da fortaleza fica a 4 Km do trapiche.

Do outro lado da ilha está a Gruta das Encantadas, onde só pode entrar quando a maré está baixa. Lendas sobre ela são passadas de geração em geração. Uma delas conta que lindas mulheres aparecem em noites de luar e levam suas vítimas para a gruta, de onde nunca mais saem. Quem estiver afim pode arriscar uma caminhada, por pedras e morros, de cerca de duas horas, e conhecer os dois lados da ilha.

O número de visitantes é controlado pelo instituto Ambiental do Paraná, tendo como limite de cinco mil pessoas por dia. Quando atingido esse limite, os barcos param de fazer a travessia e voltam a transportar novos visitantes somente quando 30% deste total volta para costa. É proibida a entrada de animal domésticos, e muito menos levar para casa os animais silvestres encontrados na ilha.

Muitos visitantes procuram a ilha pela beleza, e também pelas condições que ela oferece à práticas de esportes como as longas e tradicionais caminhadas à beira mar ou pelas trilhas por dentro da mata, o surf, a escalada. A ilha têm 58 pousadas, um hotel, 11 campings e 16 restaurantes na ilha. Não existe muito conforto mas as belas paisagens recompensa tudo.

A Ilha do Mel é a menina dos olhos dos paranaenses. Ameaçada pela subida das marés, ela está a ponto de se dividir em duas. Isto porque o pequeno istmo, conhecido como Praia de Brasília, que une duas porções maiores de terra, está quase desaparecendo.

Reduto dos hippies nos anos 70, a Ilha divide suas belas praias com áreas de Mata Atlântica preservada e restinga, sendo considerada Estação Ecológica desde 1982. Hoje ela é invadida pelos turistas e, como consequência, os pescadores deixaram seus costumes de lado para ganhar dinheiro com o turismo.

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